quinta-feira, 21 de abril de 2011

O final melancólico do DEM


Os democratas pensaram que a mudança do nome traria novos ares para o PFL. Trouxe um vendaval. O partido tem seus dias contados. A saída mais honrosa será a fusão com o PSDB, iniciativa que o grupo de Jorge Bornhausen sugere (sem grandes convicções).
O mais provável é a diáspora para o partido de Kassab. O que acabará por desmoralizar quem ficar para apagar as luzes.
Esta é a angústia de Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM na Câmara, que fez duros ataques ao presidente de honra de seu partido, o ex-senador Jorge Bornhausen (SC).
Caiado, no velho estilo do Homem do Cavalo Branco, torpedeou:
“É claro que existem os fracos de caráter e postura, que já abandonaram a oposição com menos de três meses de mandato”. Mais: “A fusão com o PSDB não favorece a oposição. Temos hoje um cenário positivo. São 96 deputados em defesa de 44 milhões de votos recebidos”.
E mirou no alvo: “Essa história de mudar para DEM foi ideia de Jorge Bornhausen, [Antonio] Lavareda e Saulo Queiroz. Criaram uma tese que quase afundou o partido”.
Esbravejou. Mas a porta continua fechando.
A questão que fica é a lógica que o sistema partidário assumirá até o final do ano. Sem nenhuma representação nitidamente à direita?

Um comentário:

Marcelo Delfino disse...

Fico grato que o autor Rudá Ricci seja um democrata de verdade. Os que vencem a eleição presidencial devem governar o país. É o caso dos lulo-dilmistas. Se a população se arrependerá um dia de te-los eleito, isso é outra história. A conferir.

Os que tem convicções à direita também tem direito à representação partidária. Não existe democracia de um lado só, todo mundo pra esquerda. O problema é que nenhum dos partidos que podem ser classificados como de direita se assume como tal. O DEM até amputou o "liberal" do próprio nome. O PSD é uma maçaroca ao estilo do PMDB, pronta para apoiar as três esferas de Governo (federal, estadual e municipal) em cidades como São Paulo. O PSDB nasceu social-democrata e hoje está mais próximo do antigo PFL que o DEM. Os outros partidos da direita (PP, PSC, PR, PRB e outros partidos fisiológicos) estão na base do Governo Lula-Dilma. Noves fora figuras exóticas como Jair Bolsonaro.

Também tem direito à representação partidária os nacionalistas independentes contrários ao neoliberalismo, ao socialismo e ao comunismo. Esses, então, não tem partido nenhum representando-os. Pelo menos entre os registrados no TSE.