terça-feira, 13 de maio de 2014

Minha entrevista para a Revista Fórum (sobre a política das novas gerações)

A OUTRA POLÍTICA QUE EMERGIU DAS RUAS

A outra política que emergiu das ruas

Há quase um ano das jornadas de junho, que reuniu milhares de manifestantes pelo Brasil, o sociólogo Rudá Ricci lança livro sobre o que significou a onda de protestos que o País não via desde o impeachment de Collor
Por Adriana Delorenzo (Fotos: Reprodução/Patrick Arley)
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Rudá Ricci: nas ruas, jovens foram ao encontro da política (Divulgação)
Os protestos de junho de 2013 trouxeram ao Brasil a experiência de manifestações já experimentadas na Primavera Árabe, na Espanha e nos Estados Unidos, com o Occupy Wall Street, entre outras mobilizações organizadas pelas redes sociais. Quem são esses jovens que foram às ruas questionar as instituições atuais e os limites da democracia representativa?
Das ruas nasceu a ideia do livro recém-lançado pelo sociólogo Rudá Ricci, com imagens de Patrick Arley, que busca explicar as manifestações e o seu legado. Nas ruas – a outra política que emergiu em junho de 2013 (Editora Letramento) traz reflexões sobre as novas formas de organização de uma juventude plural quanto às pautas levadas aos protestos.
Leia a seguir a entrevista com o autor, que dá pistas para entender o que mudou.
Fórum – Em seu livro, o senhor fala de uma outra política que emergiu em junho de 2013. Como é essa nova política?
Rudá Ricci – É principalmente a forma e o método, não o conteúdo. As manifestações de junho revelaram essa nova juventude, que surpreendentemente parte da imprensa e dos sociólogos tentou classificar a partir do que aconteceu em São Paulo, que foi absolutamente distinto do que aconteceu nas outras cidades onde ocorreram manifestações em junho. Uma parte identificou como sendo de direita e, na verdade, o que a gente viu foi uma juventude que é expressão do que vários estudos, principalmente da Europa, mas também do Brasil, vêm identificando como geração Y. É uma geração de jovens, entre 20 e 30 anos, que teve um tempo de convívio com a sua família muito pequeno, inclusive em função das exigências do mercado de trabalho. Temos teses defendidas em diversas universidades que vêm revelando que, nos grandes centros urbanos brasileiros, o tempo de convívio familiar de jovens acima de 15 anos que ainda moram com os pais é de uma hora e meia por dia. Isso soma a manhã, quando eles acordam, depois os pais vão trabalhar e os filhos vão para a escola, e depois à noite, quando eles retornam. E a rotina é cada um em seu computador ou vendo televisão. Isso significa que aquele papel das famílias – do século XVII para cá – de socialização primária, de aprendizagem da convivência, valores e assim por diante, está completamente interditado ou comprometido desde os anos 1980, principalmente a partir dos anos 1990.
O que os estudos vêm revelando? Que esses pré-adolescentes, adolescentes e jovens estão aprendendo a linguagem, os valores, a forma de se vestir e de se comportar com tribos urbanas, grupos, comunidades muito fechadas, que se autoprotegem e têm uma fortíssima afinidade pessoal. A marca da relação é a afetividade. Esse tipo de criação, de núcleos de solidariedade comunitárias dos jovens, que alguns chamam de subcultura juvenil, se expressa de maneira totalmente ajustada nas redes sociais.
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A forma como os jovens interpretam o seu envolvimento nas redes sociais é que eles estão fechados em comunidades. É como se eles estivessem no palco e só vissem alguns atores, e não toda a plateia. É uma sensação que também adultos experimentam quando assistem a um filme no cinema; de repente ele entra na tela e esquece que está sentado junto com mais pessoas. É uma transferência, meio fantasiosa, para uma outra realidade. Isso explica porque muitos jovens acordam de manhã e põem no Facebook: ‘Hoje não acordei bem’. Para uma pessoa da minha idade, tenho 51 anos, parece que é uma loucura, que devassa a privacidade, a intimidade. Mas não é exatamente assim que funciona para os jovens. Eles não estão postando para um cara do Japão ver. Eles estão postando para dali a pouco os seus amigos de sua comunidade começarem a vir ao seu encontro. E vão. É muito interessante quando uma pessoa posta alguma coisa desse tipo, em pouquíssimos segundos começam a aparecer 10, 15 amigos, e falam “o que você tem”, “por que você não toma um chá?”.
Fórum – É uma conversa entre a comunidade desse jovem…
Ricci – É a família. O conceito que a gente tinha de família no mundo moderno. Esse conceito de educação das famílias do século XVII para cá se transportou agora para essas comunidades juvenis. E as manifestações de junho expressaram social e publicamente essa soma de inúmeras comunidades. É uma bobagem gente da minha idade, ou nós de esquerda, exigirmos que eles exponham uma pauta fechada, porque a história de vida deles é uma pauta aberta e, mais do que isso, quando eles se encontram em comunidade não é público. Eles se organizam em pequenas comunidades. Às vezes são milhares, mas mesmo assim são pequenas, três mil –  vale lembrar que o pessoal do rolezinho chegou a 60 mil –, mas não é algo tão grandioso como uma ágora pública. Eles vivem as comunidades como uma expressão das intenções pessoais. A individualidade é muito forte para eles. O sentimento, a angústia, a solidão, as músicas, o desejo, a frustração, tudo isso é tema central nas redes sociais. Eles não têm valores muito claros da política. São muito revoltados, têm um ressentimento muito grande em relação ao espaço público. Seria pedir demais que essa juventude, abandonada pelos adultos, tivesse a capacidade de elaborar uma pauta. O que eles tinham eram desejos individuais ou grupais expressos em cartolinas que eles iam preenchendo na hora. Essa é a nova política.
O que a gente tem que entender é que o espaço público para os pré-adolescentes, adolescentes e jovens até 30 anos, hoje, em função de toda essa característica sociológica onde eles estão mergulhados, não é do espaço público. E eles se somam a partir de identidades individuais e grupais. Nesse sentido, junho foi um carnaval político. Como todo carnaval, cada um vestido do seu jeito, indo além do limite, transgredindo, dentro da ordem. Muitos deles tinham expressões, inclusive, de comportamento de roqueiro. As ruas foram uma expressão de afetividade e dessa característica grupal dos jovens.
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Não podemos falar que eles são contra partidos porque eles não se expressam em partidos. Eles não se expressam em associações, em pastorais. Eles são dessa geração abandonada e grupal, tribal. O que estou querendo dizer é que, primeiro, nós não tivemos cuidado e paciência para enxergar o que eles são. A gente quis enquadrá-los e rotulá-los dentro das certezas, inclusive teóricas, que nós construímos na nossa vida adulta.
O segundo ponto é que foi a primeira vez em que pré-adolescentes, adolescentes e jovens experimentaram a ocupação do espaço público nos últimos 12 anos com o advento do Lulismo e a mobilidade social fantástica no Brasil. Nesse sentido, junho foi uma escola de formação política, e nós, adultos, não cumprimos o nosso papel. Nós aplacamos esse pessoal.
Tinha gente fascista, tinha. Mas era a minoria. A direita não existe como expressão política no Brasil. Eles só vivem por golpe.
Essa é a primeira expressão mais importante, expressão da juventude, do afeto, da fragmentação. Da ausência de uma pauta unificada, de uma organização central. É uma somatória de comunidades que se expressam nas redes sociais, mas não só, já se expressavam antes. De jovens que hoje não têm convívio com a sua família. Então a sua família é um grupo.
Fórum – Mas podemos dizer que a pauta do transporte unificou o início das manifestações?
Ricci – Por vários fatores. Em primeiro lugar porque envolve jovens. Era uma pauta específica de jovens, principalmente universitários e secundaristas, que já estavam em luta há pelo menos cinco anos. Que fizeram a “Revolta do Buzu” e “Revolta da Catraca”. Estavam no Sul e no Nordeste. Já estavam nas ruas. A diferença é que houve o estopim por conta da violência. Mas havia um ressentimento que estava latente no Brasil. Isso porque, no mês anterior, em maio, houve o boato do fim do Bolsa Família, que levou 920 mil beneficiários à Caixa Econômica Federal em três dias. Isso já revelava o sentimento da população que tem uma melhor avaliação sobre o Lulismo, que já sentia insegurança em relação à economia. Para algo ser verossímil, um boato, precisa ter um certo pé na realidade. Essa boataria e a reação de quase 1 milhão de beneficiários já revelava que tinha uma percepção popular de que a economia não estava indo bem. Ou seja, aquela euforia de 2010, no último ano de Lula, já tinha se dispersado no ano passado. Tanto que, com as manifestações de junho, o impacto sobre grande parte da população que não estava na rua foi enorme. Ou seja, houve uma comoção nacional. Caíram os índices de popularidade da Dilma e de todos os outros políticos. A interpretação que eu faço é que a gente já tinha, no final de 2012, e em 2013, uma sensação grande no Brasil de que a política não estava mais representada. Junho mostrou que grande parte dos jovens, – que tem uma postura histórica cínica em relação à política, ou seja, “eu só voto porque é obrigatório, porque tudo é um nojo” – na rua, em protesto, estavam indo ao encontro da política. Por isso, a proposta da Dilma do plebiscito era fantástica. Porque o que eles estavam dizendo é o seguinte “vocês são ruins”, “não gosto de vocês”, mas “nós estamos falando com vocês, e a gente quer mudanças”.
O que havia antes era um cinismo fortíssimo no Brasil e isso ficou evidente num livro que saiu no final do ano passado, Vozes do Bolsa Família [de Alessandro Pinzani, Walquiria Domingues Leão Rego/Editora Unesp].Foram cinco anos de entrevistas com as mulheres beneficiárias do programa em vários estados do país. O livro revela exatamente isso que eu estou falando. Ao invés de aparecer um curral eleitoral, o que aparece são mulheres muito pragmáticas, sofridas, que acham que elas têm direito ao Bolsa Família porque os “políticos roubam”. Elas identificam que Lula e o PT fazem parte dessa corja, e elas dizem que se não fossem obrigadas, não votariam. Daí perguntam a elas em quem votaram nas últimas eleições para presidente: para o Lula. “Mas acabaram de falar que todo mundo é igual”, e as mulheres respondem: “ele hoje é igual, mas um dia ele foi pobre como a gente”. Aí tem um traço de identidade. Ou seja, quando eu voto, faço uma comparação, e aí o diferencial é que elas acham que o Lula sente porque sabe o que é pobreza e fome.
Tento traçar uma linha com esses dados que a gente tem hoje de um dos segmentos que não saíram às ruas, de coerência ou de convergência entre essa postura cínica e pragmática de grande parte da população brasileira. Ou seja, já que eu tenho que votar porque tudo é a mesma coisa, voto sem compromisso nenhum naquele que eu acho que pelo menos pode fazer uma coisa por mim. É a postura ativa, não passiva, que foi a dos meninos em junho, essa é a nova política. Além de ela ser muito estranha, com valores totalmente diferentes do mundo moderno do século 20, nós também estamos vendo um jeito de dialogar com a política pela agressão, pelo confronto, que os velhos que comandam a política institucional no Brasil não souberam captar e dialogar. Talvez a única que tenha feito isso foi a Dilma. E mesmo assim alguns parlamentares do PT ficaram desesperados com a proposta dela, porque perderiam poder se tivesse plebiscito. Ficaram contra porque são conservadores e esses jovens são absolutamente progressistas.
As manifestações de junho tinham um ethos de esquerda, não tinha nada de direita, embora tivesse gente de direita. Eles ocuparam o espaço público, confrontaram os valores conservadores, queriam a participação na política, falavam de uma pauta de questões públicas, falavam de política para todos, não eram racistas, a maioria defendia a agenda de ampliação de direitos civis. A pauta do transporte foi estopim nas cidades onde o MPL [Movimento Passe Livre] já estava presente, mas em Belo Horizonte não foi. Em Recife não foi. Em Brasília não foi. Nas cidades do interior não foi. Foi basicamente em São Paulo e no Sul. E daí, como a imprensa paulista é muito forte, ela meio que impôs uma interpretação, que na verdade não fazia parte do resto do país.
Fórum – O livro traz um capítulo sobre Belo Horizonte. Quais foram as principais características dos protestos na capital mineira?
Ricci – Não dava para publicarmos sobre muitas cidades, escolhemos fazer um estudo de caso sobre BH. Os comitês populares da Copa também identificaram Belo Horizonte como a mobilização mais organizada do país. O que BH tinha? Já havia reuniões discutindo as manifestações na Copa num sindicato de esquerda, o Sindrede, que estava cedendo o local para reunir o Comitê de Atingidos pela Copa de BH (Copac). O comitê  organizava todos aqueles que foram impactados negativamente pelas obras de preparação da Copa, inclusive da Copa das Confederações. Eram as prostitutas, que têm como ponto as imediações do Mineirão e também das vias que ligam o centro ao Mineirão; os vendedores barraqueiros. São mais de 150 famílias. Aqueles que foram despejados  de suas moradias no entorno das obras. Esse pessoal do comitê participou, no início de 2013, de um seminário na FAU/USP, coordenado pela Raquel Rolnik, que é a principal intelectual referência de todos os comitês populares da Copa no Brasil inteiro. Eles despertaram, nesse seminário, para a questão dos impactos negativos das obras. Estavam fazendo as reuniões para discutir. Esse pessoal começa a convocar uma série de ações nas ruas, que eles chamam de “copelada”, era para jogar futebol e discutir. Resolveram fazer uma “copelada” maior no primeiro jogo da copa das confederações na Savassi. Quando eles postaram o evento no Facebook já tinha acontecido a manifestação em São Paulo, do dia 13. Quando postaram, levaram um susto, tinha mais de 30 mil pessoas confirmadas. Perceberam que ia ser muito forte. Ali já tinha uma pauta absolutamente fragmentada. O Copac convocou as manifestações contra os gastos da Copa: “Queremos um país padrão Fifa”. Mas tinham as feministas, a população de rua. Ali já se percebia que não tinha essa pauta de São Paulo, do transporte.
Era uma festa, nunca tinha visto isso nem na campanha pelas Diretas. Na Diretas, quem deu o tom foram os partidos de esquerda. Em 1992, no impeachment, eram os jovens com a UNE.  Parece que a cada dez anos, temos essa explosão de um país que é desigual. Essas manifestações têm cada vez menos instituições comandando. Uma era partido, depois os estudantes, daí o Lula ganha e nós temos junho com cultura anarquista e autonomista.

Vemos que essas saídas da esquerda tradicional goraram nos últimos dez anos. A gente tem que ser humilde para saber que existe um outro jovem. Quando a gente era jovem, assustamos o pessoal do partidão. Agora, esses meninos estão assustando a gente, que fundou o PT, a CUT. Em vez de ficar assustados, temos que lembrar do nosso passado e não ir pra cima. Acho que a Marilena Chauí fez um desserviço ao país ao falar que os protestos lembravam a origem do fascismo.
Fórum – E o que podemos esperar das manifestações durante a Copa do Mundo?
Ricci – Não podemos esperar desse tipo de protestos – vale lembrar que tivemos também os rolezinhos, e acho que estamos a um ponto de ter manifestação dos beneficiários do Bolsa Família – que haja mudança institucional, porque os meninos não querem saber do campo institucional. São movimentos provisórios, iguais à Primavera Árabe, ao M-15, na Espanha, ao Occupy, à Revolução das Panelas, na Islândia, e também na Argentina, nas assembleias populares que derrubaram o [Fernando] De La Rua. Em nenhuma dessas grandes manifestações populares de protesto se constituiu um movimento social. Foram só mobilizações e nenhuma mudou, de fato, o campo institucional, pelo contrário. O De La Rua caiu, logo depois vem o Kirchnerismo. Na Islândia, veio a socialdemocracia. E no ano passado voltaram de novo todos os partidos que haviam derrubado com a Revolução das Panelas. Eles não têm a lógica do século 20, não olham para o campo institucional, fazem uma mobilização que é uma expressão emocional.
Vai ter manifestação em junho porque estão se preparando, estão fazendo reuniões periódicas, já fizeram com o MST, MAB, feministas, quilombolas, indígenas. Vai ter e sabem que vai ter violência. Os comitês não são violentos, não têm nada a ver com Black Block, mas perceberam que os governos não chamam para dialogar. Acho que as manifestações vão ser bem menores, porque estamos falando de Copa do Mundo, é o Brasil de chuteira. O impacto vai ser pequeno, porém, se o Brasil for mal na Copa, e a economia continuar andando mal, uma manifestação na rua pode ser um canal da expressão dessa insatisfação. Aí é o imponderável e eu não saberia dizer. Temos um ambiente que pode ser explosivo. Duvido nesse momento, mas se a seleção brasileira for mal, talvez canalize.
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Obra também traz imagens de junho de 2013
Fórum – Outro debate reacendido após junho de 2013 é sobre a lei antiterror. Como o senhor vê essas propostas?
Ricci – Sobre a lei antiterror, estou abismado com a reação do Governo Federal, principalmente do Ministério da Justiça. Se pegarmos a escalada do discurso da reação, depois da proposta da Dilma de diálogo pelo plebiscito, você vai ver que é uma postura fascista contra as manifestações de jovens. O que o governo fez em outubro: chamou uma reunião dos secretários de segurança pública e o ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo], que falou em separar o joio do trigo – e aqueles que são violentos seriam presos e criminalizados – , só não explicou como ia fazer isso, já que Black Bloc não é um grupo, é uma tática. Existem vários grupos Black Bloc nas manifestações, não um só.
Depois dessa reunião, temos o Manual da Garantia da Lei e da Ordem. E no final, o manual diz explicitamente que é preciso conter os movimentos sociais no Brasil. Não fala em protesto, fala em movimento social. Temos, com a morte do jornalista no Rio [Santiago Andrade], algo que nunca imaginei que iria ver,  uma liderança sindical do PT, como Paulo Paim, se desesperar e falar que tinha que votar com urgência a lei antiterror. Essa sim é uma postura fascista do Governo Federal. É intolerância, criminalização. Isso é um absurdo no Brasil, e muda totalmente o tom do Lulismo. A questão central é: como a Dilma, que, na época do AI-5, pegou em armas, imagina que os jovens vão reagir, criminalizando todos indistintamente como potenciais terroristas? O que ela poderia ter feito? Chamado publicamente todos os comitês populares da Copa. Essa é a cultura que foi criada originalmente no PT, do diálogo. De tentar criar uma pauta comum. Era essa noção de política pública do PT. É tentar expressar as demandas sociais numa política de Estado. E não uma política ultraconservadora e reacionária, de usar o aparelho de Estado contra o cidadão. Nós já temos leis suficientes para prender quem cometeu um crime.

2 comentários:

Maria Betânea da Costa disse...

Rudda

E sobre a matéria no Estadão sobre os Black Blocs e o PCC. Já leu?

http://dyga.me/bC

Vi uma defesa sua deles na TV Horizonte. Algo do tipo 'oferecem o corpo' para proteger a multidão. Romantismo é pouco, para sua análise... e agora que os 'martires' começam a desejar que o PCC também se mova... como ficamos?

Rudá Ricci disse...

E você ainda me chama de ingênuo, Maria Beltânea? Esta matéria do Estadão é tão verídica quanto aquela capa da Época dando o "furo" do campo de treinamento de Black Bloc. Tenho que ter paciência de santo para aguentar estas bobagens